Metáfora é um recurso muito usado por escritores quando querem abordar determinados temas de forma lúdica, divertida ou poética. Geralmente, as metáforas criam imagens inusitadas, diferentes para assuntos do nosso dia-a-dia.
“Se fossemos falar das crianças e dos adolescentes de hoje em dia, como poderíamos retratá-los?” Essa parece ter sido uma das perguntas que James Matthews Barrie se fez quando escreveu a peça de teatro “Peter Pan” (transformada em filmes e livros devido ao grande sucesso alcançado nos palcos).
Barrie usou e abusou da linguagem metafórica, brincando com os costumes ingleses do final do século XIX. Ao criar o personagem-título, o menino que não quer crescer, J. M. Barrie retratou o modo como certos adultos conservam-se eternamente crianças na mente e no coração.
Na história, Peter Pan convida os irmãos Wendy, Miguel e João para uma viagem a Terra do Nunca, uma ilha imaginária. Lá, eles conhecem melhores amigos de Peter, conhecidos como Garotos Perdidos, que receberam essa denominação porque, na maioria das vezes, afastaram-se ou perderam-se de suas famílias. Na Terra do Nunca, os Garotos vivem sozinhos, mas sonham em ter uma mãe, motivo pelo qual se encantam com a doce Wendy, a quem pedem para que seja mãe deles.
E, se aquela pergunta de Barrie fosse feita agora, qual seria a resposta? Pensando nisso, para iniciar a Gincana deste ano, cujo tema é “Escola – espaço para viver e conviver”, propomos uma festa onde nossos alunos, garotos nem tão perdidos porque fazem da escola uma segunda casa, possam apresentar a todos o universo jovem em que vivem. Metaforicamente, poderíamos dizer que, desta vez, serão os próprios Garotos Perdidos quem convidarão algumas famílias famosas para se aventurarem na Terra do Nunca.


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